Professional JavaScript for Web Developers, 2nd Edition

Javascript é uma linguagem que tem se tornado cada dia mais importante. Ela percorreu um grande caminho desde os longínquos tempos em que servia apenas para validar formulários e impressionar os amigos, passando pela revolução do AJAX e interfaces ricas, até chegar nos dias de hoje com novas possibilidades do HTML5 e Node.js. Diante de todo este movimento, eu precisava aprofundar meus conhecimentos na linguagem.

Muitos são os livros que abordam o Javascript, mas o Professional Javascript for Web Developers me pareceu ser aquilo que eu precisava. Em seu índice, encontrei desde conceitos básicos, como variáveis e escopo, até outros mais novos, como Client-Side Storage.

Durante a leitura, me surpreendi ao descobrir pequenas armadilhas e pormenores interessantes mesmo em capítulos onde eu não esperava novidades. Pude entender conceitos como: O que é ECMAScript, DOM Levels, Como evitar alguns memory leaks, melhorias de performance, boas práticas, etc.

O autor, Nicolas C. Zakas, trabalhou por bastante tempo no Yahoo! como front-end engineer e contribuiu bastante para o desenvolvimento da YUI. Recentemente, ele ajudou a criar o CSSLint, uma ferramenta de qualidade de código CSS aos moldes do JSLint. Uma boa parte do conteúdo do livro está disponível online nos artigos de seu blog, vale a pena conferir.

De fato, a leitura deste livro me ajudou bastante a conseguir entender a linguagem como um todo e desenvolver boas práticas. Os dois últimos capítulos do livro (Upcoming APIs e The Evolution of JavaScript) tentam adiantar o que estava por vir, aumentando sua vida útil. Naturalmente, dado a evolução a passos largos do HTML5, a implementação de algumas features tomaram hoje um caminho diferente ou perderam parte de sua relevância visto que o livro é de 2009.

Uma atualização com as APIs e funcionalidades mais recentes seria bem vinda. Ainda assim, não perca a oportunidade de ler este livro se você, como eu, quer se aprofundar mais nas “entranhas” do JavaScript.

Meu ambiente de trabalho

Antes tarde do que nunca, vou adicionar mais um elo na “corrente do bem” criada pelo Anderson Casimiro a qual fui convidado pelo Jair Henrique. A brincadeira consiste em descrever as ferramentas do dia-a-dia e as regras são:

  1. Escreva sobre 7 itens de seu ambiente de trabalho – fale sobre qualquer ponto que quiser;
  2. Indique de 3 a 5 pessoas para que possivelmente façam um artigo sobre seu ambiente.

Sendo assim, elas são:

1. Shell

Não consigo me imaginar trabalhando sem a ajuda do terminal. É chover no molhado dizer do que ele é capaz. Mas, para mim, é o básico para qualquer programador, independente de plataforma;

2. Firefox & Chrome

Como programador web, é essencial ter um navegador e ferramentas de debug (como o firebug e chrome developer tools). Apesar de eu preferir o Chrome por sua interface e performance, o Firefox é muito melhor para fazer debug. Não consigo me desfazer de nenhum dos dois, eles sempre estão em dupla no meu computador;

3. (G)Vim

Atualmente, meu editor preferido. O Vim é excelente por ser tão robusto quanto você quiser que ele seja. Apesar de ser complicado no início, o esforço investido se justifica bem rápido;

4. Git

Eu me sentia satisfeito usando o SVN (talvez porque meu primeiro gerenciador de versão foi o Visual SourceSafe). Mas, o Git e o conceito de controle de versão distribuído conseguiram me surpreender e conquistar. Já faz mais de 1 ano que o adotei e ainda estou aprendendo e me aprimorando. Ainda quero experimentar o Mercurial, mas recomendo o Git (e GitHub) para todos;

5. VirtualBox

Não dá para garantir que seu aplicativo web seja funcional (e bonito) em múltiplos browsers sem testar nos navegadores que você pretende suportar. Como, infelizmente, não existem versões para linux de alguns dos browsers mais usados no mercado (IE7+, Safari), a única solução viável é manter um Windows virtualizado. Provavelmente, seus concorrentes (como VMWare) possuem recursos mais atraentes para usuários avançados. Como preciso apenas de uma forma rápida e simples de rodar os SO’s, o VirtualBox cumpre com louvor;

6. Meld

O Git mescla automaticamente as alterações entre branches nos poupando de muita dor de cabeça. Mesmo assim, algumas vezes é necessário um humano decidir o que fica e o que sai. Quando as diferenças são pequenas, é fácil resolver com um editor de texto. Em casos mais complicados, o Meld é um alívio;

7. Música (Não, eu não estou trapaceando)

Música é um elemento que me ajuda muito enquanto estou programando. Não dá para escutar música (sem incomodar todos ao redor) enquanto se faz pair programming, então esta dica só vale para sessões solo. Arranjos instrumentais costumam funcionar melhor comigo. Minha dica é a trilha sonora de The Matrix Revolutions, destaque para Neodämmerung.

Seguindo as regras do jogo, convido a participar:

  1. Daniel Cassiano
  2. Eduardo Maçan
  3. Felipe Plets

MockPress: TDD mais fácil no WordPress

Praticar TDD no WordPress não é trivial. Como utiliza variáveis globais, não é difícil fazer Mocks para vários objetos (o objeto $wpdb de conexão com banco de dados, por exemplo). Mas se você já desenvolveu algum plugin, sabe que é necessário mais do que os objetos globais. A todo momento, é necessário utilizar funções próprias do WordPress. O desafio é testar seu plugin sem precisar testar todo o CMS. Para resolver este problema, existe o MockPress.

MockPress é uma biblioteca de funções mock. O criador, John Bintz, fez um bom trabalho criando uma instalação fácil e uma boa documentação. O código-fonte também está muito bem escrito (e testado). Para instalar a versão mais atual, só é necessário clonar o projeto no github e adicioná-lo ao seu include_path.

Após instalado, inclua o seguinte entre os requires de seus testes:

require_once "MockPress/mockpress.php";

Pronto, agora você pode utilizar as funções do WordPress em seus testes unitários. Recomendo apenas que você dê uma lida no código-fonte para entender quais são os retornos das funções mock.

Nem todas as funções do WordPress estão presentes no MockPress. Se você precisar de alguma função adicional, recomendo que contribua com o projeto. Das duas vezes que enviei uma contribuição, foi aceita bem rápido e sem burocracia.

Lembre-se que este é um projeto ainda em estágio inicial, apesar de muito útil e quanto mais adoção houver, mais completo deverá se tornar.

Apresentando: Plugin WP Multisite XML-RPC

Já faz um tempo que sou usuário de WordPress e desenvolvo soluções na empresa em que trabalho com ele. Minha imaginação de programador viaja com as possibilidades de plugins possíveis através de sua API. Já tive várias ideias, que até comecei a desenvolver, e depois descobri que já estavam disponíveis no diretório de plugins (que bom!). Este plugin é muito especial para mim. É o primeiro, que envio para o diretório do wordpress.org, e nasceu de uma necessidade real.

O WordPress possibilita que você administre seu blog remotamente através de sua interface XML-RPC. No entanto, esta API cobre apenas as tarefas triviais de um blog (escrever um artigos, responder comentários, etc). Com o lançamento do WordPress 3.0, não existe mais WordPress Mu. Ou seja, se você tem um blog com a versão 3.0, pode transformá-lo em uma rede.

Com o plugin Multisite XML-RPC você pode fazer remotamente algumas das novas tarefas administrativas de uma rede de blog. Por enquanto, as tarefas são:

Meu objetivo é expandir estas funções assim que forem necessárias (Se você sentiu falta de algo, por favor, escreva nos comentários). Com este plugin, já é possível fazer a integração da administração de sites do WordPress em outros sistemas (Web, desktop e celulares).

Faça o download em: http://wordpress.org/extend/plugins/multisite-xml-rpc/

Este plugin ainda tem muito o que melhorar e pretendo ainda investir tempo o melhorando. Se você quiser ajudar, faça um fork no github ou relate um bug. Feedback de qualquer tipo é sempre bem vindo.

Finalmente VIM

Dentre todas as flamewars do desenvolvimento de software, poucas são tão antigas quanto a dos editores de texto (atualmente, editores de texto e IDE’s). De forma alguma quero tentar defender alguma bala de prata. Eu mesmo já mudei de ideia várias vezes quanto a este assunto.

Ainda estou aprendendo a usar o VIM, mas já estou colhendo os resultados deste esforço. Estou impressionado com a extensibilidade e personalização deste editor. Com certeza, é uma excelente ferramenta e tem uma curva de aprendizado fantástica (mas exige esforço, principalmente no começo). Se você ficou interessado, pode começar a aprender a utilizá-lo lendo o vimtutor (Digite vimtutor no terminal ou leia online).

Quando houverem dúvidas, é fácil encontrar informações e dicas em várias fontes. Mas, se você está começando e já leu o vimtutor, recomendo a leitura dos seguintes artigos:

Sugiro que assim que você comece a personalizar seu arquivo .vimrc, faça um backup. O Gist do github é um excelente lugar para isto (O meu já está lá). Se você tiver alguma dica ou comando que costuma adicionar ao seu .vimrc, por favor, me mande. Quanto mais dicas melhor.

A Arte do Desenvolvimento Ágil

Há muito tempo, desenvolvimento ágil é um assunto do meu interesse. Este interesse começou em 2005 quando li um e-book que explicava superficialmente o que é XP. Anos passaram, fiz faculdade, aprendi mais sobre desenvolvimento software,  e meu conhecimento sobre este tema não passou do “superficial”.

Resolvi comprar o livro The Art of Agile Development de James ShoreShane Warden (comprei o original, mas também existe a versão em português). A descrição, na página da amazon, diz que o livro não diz apenas o que é Desenvolvimento Ágil, mas trás informações práticas para adotá-lo por todos os envolvidos no projeto. Isto era exatamente o que eu precisava.

O livro cumpre exatamente o que se propõe. É muito interessante repensar conceitos sobre qualidade e sucesso de um projeto, entender conceitos como TDDDomain-Driven DesignPair Programming,  etc. Além de saber o que é e como fazer, também fui incentivado a descobrir o porquê dos conceitos. O livro te leva à reflexão de uma forma muito interessante, pois depois das explicações, também são apresentadas contra-indicações e alternativas. O livro contém experiências dos autores e exercícios que são usados para que possamos entender melhor algumas práticas.

A cada nova prática utilizada, os benefícios são quase instantâneos. Como dito por um dos participantes da grupo de discussão do XP: O desenvolvimento ágil fez com que o desenvolvimento de software voltasse a ser divertido.

Clientes de Debug para PHP [Atualizado]

xdebug-logoDias atrás, participei da PHP Conference. O evento foi melhor do que as minhas expectativas e voltei cheio de ideias e dicas para por em prática. Uma das dicas foi começar a usar o xDebug pra valer. Chega de fazer debug com var_dump!

Quanto à instalação do xDebug, não tive problemas. O complicado mesmo foi escolher o cliente do debug. Pelo que tenho visto em posts e eventos, a maioria dos programadores PHP faz debug em uma IDE, na maior parte, o Eclipse PDT. Teoricamente (ou seja, segundo o site do xDebug) existem várias outras opções. Tentei testar todas as opções para linux na prática, algumas não saíram da teoria.

Testei o protoeditor como plugin do Kate (meu editor de código atual) e não consegui compilar por falta de algumas bibliotecas. Dei uma chance para o Eclipse, mas a lentidão e a quantidade de bugs dele me tiraram do sério (por isso o Kate é meu editor atual). Tentei o plugin do Emacs, mas também não consegui fazer funcionar (acredito que seja por falta de conhecimento). Pensei no Netbeans, mas não tive paciência para baixar e instalar. Por último ou não, testei o plugin do VIM, este sim funcionou perfeitamente!

Eu ainda gostaria que houvesse um programa para linux parecido com o MacGDBp, mas o VIM está cumprindo o objetivo com louvor, principalmente depois que eu li o vimtutor.  Aliás, com o que eu aprendi do VIM, deu até vontade de passar a usá-lo mais regularmente. Talvez em um futuro próximo…

Para facilitar a vida

Criei uns bookmarklets para adicionar as variáveis de ambiente do xDebug na página atual do navegador (o código ficou tão pequeno que coube até em um tweet – Pena que não dá pra ler direito). Se quiser usar também, arraste o link abaixo para sua barra de favoritos:

[xDebug] Start Session

[xDebug] Stop Session

[xDebug] Profile

Para agilizar o debug de scripts php-cli, também pode adicionar estes dois “aliases” em ~/.bashrc (para que sejam recriados em novas sessões do terminal):

alias xdebug_debugger='export XDEBUG_CONFIG="remote_port=9000 remote_enable=1"'
alias xdebug_profiler='export XDEBUG_CONFIG="profiler_enable=1"'
alias xdebug_clean='export XDEBUG_CONFIG=""'

Atualização – 31/12/2009: Adicionei dois bookmarklets (profile e stop xdebug – aproveitei para reduzir ainda mais o código :) ) e um alias para iniciar o profile em linha de comando.

Até a próxima!

Kubuntu 9.10: Desta vez acertaram!

Desde que escrevi o post sobre o Kubuntu 9.04, tive uma experiência muito mais completa com ele. Por isso, estava aguardando ansiosamente uma nova versão. Não que eu tenha achado o Jaunty (9.04) uma versão péssima, mas ao utilizá-lo fui me deparando com vários pequenos bugs que juntos deixaram o sistema meio “sem sal”.

Quando finalmente chegou o dia do lançamento do Kubuntu 9.10 (Karmic Koala), não sabia se depositava minhas expectativas nele ou me conformava pensando que o Kubuntu não teria a mesma atenção aos detalhes que o Ubuntu.

Instalei a versão 64 bits, tanto no notebook quanto no desktop citados no post anterior. Devo admitir que me surpreendi. O novo Kubuntu melhorou muito! Ao comparar com a versão anterior, imagino o gigantesco trabalho da equipe do KDE e da Canonical.

imagem1

Uma lista de novidades está presente neste link, mas eu gostaria de destacar alguns itens que me chamaram a atenção.

KDE 4.3

Esta nova versão do KDE está muito mais bonita e estável. Se você utilizou a versão anterior, deve ter passado por inconvenientes como o gerenciador travar e voltar para a tela de login, ou uma grande perda de performance quando os efeitos da área de trabalho estão ligados.

Dica: Meu computador ficou ligado por muitos dias, aumentando muito o consumo de CPU do programa plasma-desktop. Usei o comando Shit+Alt+F12 para desabilitar os efeitos na área de trabalho e, logo em seguida, repeti a combinação para reabilitá-los. O uso de CPU voltou ao normal.

Amarok 2.2

O amarok da versão anterior era interessante e bonito, mas perdia muitas características se comparado com a versão 1.4 (para kde 3). A boa notícia é que algumas coisas da versão 1.4 voltaram a funcionar (Integração com a Last.fm, exibição de mídias em dispositivos conectados), outras funções foram melhoradas (Painel de contexto, lista de reprodução, personalização do layout), mas ainda sinto falta de algumas coisas (descrição nos episódios dos podcasts, equalizador). De qualquer forma, o amarok 2.2 já é meu player favorito.

Dolphin

Eu já gostava da versão anterior do dolphin. O que fizeram foi melhorar aquilo que já estava bom. E não foi pouca coisa, adicionaram preview das imagens nas miniaturas das pastas e agora também é possível ver um preview do video clicando em um pequeno botão play abaixo de sua miniatura.

Outros componentes também receberam melhorias consideráveis. É o caso do gwenview, kopete, network manager, kpackagekit (apesar de ainda estar confuso na hora de adicionar novos programas), etc. Ou seja, se você estava esperando o KDE 4 ficar maduro para sair do KDE 3 ou para experimentar o Kubuntu, a hora é agora.

Criptografar o código-fonte é uma boa ideia?

Foto de johnath

Usar uma linguagem de programação interpretada, normalmente, significa que o código-fonte terá que ficar no servidor de produção (no caso de softwares para a web). Em alguns projetos, isto é um problema. Uma solução para muitos é manter o código-fonte criptografado. Apesar de ser uma prática muito comum, acredito que para muitas pessoas esta não é uma ideia muito boa.

A pouco tempo, estava procurando por um módulo de uma ferramenta que estava personalizando. O módulo era gratuito e não foi desenvolvido pelos criadores da ferramenta, que é paga (desculpe por não poder citar o nome das ferramentas. Não se preocupe, isso não é muito importante). Instalei o módulo e quando fui usar, percebi alguns erros. Logo pensei: “Não me parece muito difícil de consertar, talvez eu possa consertar rapidamente e mandar as alterações para os desenvolvedores”. Como vocês já devem imaginar, o código-fonte estava criptografado.

Não consegui imaginar porque alguém criptografaria uma ferramenta assim. Ao ler a página dos desenvolvedores, descobri que a estratégia era cobrar uma mensalidade para obter suporte (ainda assim, sem o código-fonte). Não sou um militante do FOSS (acredito eu), mas acho que criptografar o código e cobrar o suporte, neste caso, é um tremendo tiro no próprio pé.

Imagino que os criadores do módulo não disponibilizam o código por medo de que algum “concorrente” venda ou ofereça suporte ao produto deles. Este risco existe. Mas esta ação não resolve o problema.

Meu primeiro pensamento quando não pude ter acesso ao código foi fazer minha própria versão. Da mesma forma que eu pensei, outra pessoa também. Tanto que ao fazer um pesquisa no google, encontrei um módulo com o mesmo propósito, mais atualizações, sem os erros que eu havia encontrado e com o código aberto.

Pra completar, ao procurar opiniões sobre o módulo de código fechado, a imagem da empresa estava sendo praticamente destruída em diversos lugares, justamente por não permitir que os usuários possam melhorá-lo. Ou seja, a empresa obteve várias desvantagens: Os “concorrentes” podem oferecer suporte da versão de código aberto, os usuários avançados não são incentivados a mandar feedback e corre um grande risco da “má reputação” da empresa chegar aos demais usuários.

Este não é o único caso que eu conheço onde criptografar o código-fonte pode acabar gerando problemas. Já vi venderem código-fonte de software GPL criptografado, por exemplo.

Não acredito que todos os softwares podem ter seus códigos abertos. Mas muitas empresas ao decidir por não compartilhar seu código, não pensam nas desvantagens que podem ter. É sempre bom lembrar que existem idéias muito boas por aí. Por que não estar receptivo a elas?

imagem: johnath

Estudo sob demanda

No momento estou lendo o livro The Art of Agile Development. Não estava na lista, mas está sendo muito esclarecedor para mim. O problema é que, ler um livro deste tipo, quebra um pouco minha rotina de estudo (reservo algumas horas na semana para praticar aquilo que estou lendo). Para resolver isto, estou começando a estudar de uma forma um pouco diferente.

Quando estudo tomando por base um livro, geralmente, leio bastante antes de colocar a mão na massa. A formula que estou usando é exatamente o contrário disto, ou seja, leio menos possível sobre o que estou tentando aprender. Algumas vezes, não leio nada.

Comecei a tentar este método com o Django. A parte interessante já começa aí: Nem sei Python direito! Logo de cara, eu tinha que descobrir como instalar. Isto não foi difícil, resolvi com o gerenciador de pacotes.

Com o Django instalado, fui ler um pouco como ele funciona. Como o objetivo é ler menos, comecei pelo tutorial do site do projeto. Assim que fui lendo o tutorial, já fui criando um aplicativo com uma função bem simples. Não fiz o mesmo aplicativo que estava no tutorial, porque queria encontrar problemas diferentes dos resolvidos ali. Aproveitei também para usar o banco de dados sqlite, ao invés do mysql que eu já estou acostumado. Mais uma vez, instalei o sqlite e comecei a usar sem ler a documentação ou ir ao site do projeto (a princípio).

Enquanto fui criando algumas coisas com o Django e o sqlite, foram surgindo algumas perguntas. À medida que isto foi acontecendo, fui lendo a documentação ou fazendo pesquisas. Fui aprendendo sem seguir algum caminho predefinido, somente a minha curiosidade.

Aprender coisas novas desta forma, é muito divertido (nunca tem a parte chata). Porém, isto também pode ser um tanto quanto frustrante. Em alguns momentos, eu não fazia idéia do que estava faltando para o meu aplicativo funcionar. Algumas vezes isto foi resolvido lendo um pouco mais sobre o que estava fazendo, outras vezes simplesmente comecei tudo de novo.

Tenho consciência que ainda vou precisar ler um livro (ou a documentação) das coisas que estou praticando, para aprender de verdade. Mas estudar desta forma, já está me ajudando a conhecer conceitos novos e aplicá-los em coisas que eu uso no dia-a-dia. Além do mais, é uma uma boa forma de começar a ter contato com o “eco-sistema” dos projetos.

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